24.04.2006

Li o livro, vi a peça e assisti ao filme

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Vi primeiro a peça há tempos atrás lá no Sesc Belenzinho. Sabia pouco do que se tratava. Um estória de amor adaptada para o teatro, por João Falcão. Conheci o livro logo depois e me deliciei com as palavras de Adriana Falcão. O texto é escrito com uma delicadeza e ao mesmo tempo com uma lógica inacreditável. Me envolvi nas palavras e me encantei com a estória. É claro que não poderia deixar de assistir ao filme.
É um grande presente poder acompanhar a mesma estória contada em três linguagens diferentes. O mais interessante de tudo é que é impossível dizer qual das três formas é a melhor colocada. Em cada caso, os detalhes, os recursos, as ações são distintas. No filme, o cenário é simples e curioso. Algo que me lembrou Dogville, com um toque nordestino. A mesma rapidez nos diálogos e nas palavras que vi na peça, mas com um requinte cuidadoso de cada detalhe de cada cena.
Antônio é apaixonado por Karina, que por sua vez sonha em sair da pequena cidade de Nordestina para conhecer o mundo. Diante dessa curiosidade, Antônio pretende trazer a ela tudo que puder sobre o mundo. Nessa história de amor, temos um pouco de tudo: humor, alegria, festas e crítica social. É um trabalho resultante de grandes talentos presentes em cada minuto do filme.