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Casa de areia

O filme retrata a busca pelo sentido da vida. Busca essa que parece interminável, até conseguirmos aceitar a realidade em que vivemos. O cenário é a imensidão paradisíaca de Lençóis Maranhenses. A infinidade de dunas e a ausência de direção. Fernanda Montenegro e Fernanda Torres se revezam no papel de três personagens de gerações diferentes: Dona Maria, Áurea e Maria. Acompanhamos as reações de cada uma diante de ver sua vida passando sem ter optado por esse destino. Ao final do filme, descobrimos que essa busca pode não ter fim, e muitas vezes, o que buscamos é exatamente o que temos.
o Circo

Acima, mais uma litografia recebida do Museu do Trabalho. Dessa vez é Paulo Chimendes, artista gaúcho que iniciou-se artisticamente no Ateliê Livre, espaço para o aprendizado das artes, mantido pela prefeitura de Porto Alegre desde 1961 – uma experiência que certamente ajuda a caracterizar PoA como um forte núcleo produtor de arte brasileira.
Fliptum

Meu professor de Educação Artística no colégio, o Cido, bem que tentou, mas nunca conseguiu despertar nenhum grande desenhista dentro de mim. Eu também me esforçava, mas minha falta de coordenação motora e de habilidade com lápis HB, 6B, pincéis e guaches me impediram de começar na infância uma promissora carreira como cartunista ou ilustrador. Uma pena, realmente.
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A Queda – os últimos dias de Hitler
tipografia d'além mar

Acabamos de receber de nossos colegas portugueses, Nuno Neves e Susana Vilela, uma bela experiência tipográfica. Descobrimos na internet o simpaticíssimo sítio www.serrote.com , onde os designers apresentam, de forma simples e engenhosa, a produção desses cadernos. Vale a pena conferir!
Repetir para aprender, criar para renovar


Sobre o desenho, há muito ouço essa máxima. Redescobri seu sentido lendo Mário Faustino, um dos nossos grandes poetas que estampava essa idéia, trazida de Ezra Pound, nas páginas do suplemento literário do Jornal do Brasil, em fins da década de 50. Seu conceito de arte e poesia apoiava-se no conhecimento dos clássicos, da tradição como transmissão de uma energia vital, do aprendizado laborioso e do diálogo atemporal, ou seja, a troca de idéias e valores entre artistas contemporâneos ou de diferentes épocas.
Recebi hoje de uma amiga essas imagens de Millet e Van Gogh, retiradas do catálogo de uma bela exposição sobre os dois artistas, que aconteceu no Museu D'Orsay, em 98. Ali se mostrou como Van Gogh apreendeu os ensinamentos de Millet e levou-os adiante, à sua maneira.
Não vejo caminho para uma vida criativa senão esse de entender bem o mundo pelo caminhar dos outros, que nos antecederam e que nos acompanham.
Raposa Serra do Sol, Roraima

Semana passada, demos mais um passo na questão das reservas indígenas. Após 30 anos, o Governo Federal homologou a Terra Indígena Raposa/Serra do Sol. Parte das terras dessa reserva foram ocupadas (e politicamente reconhecidas pelo governo do Estado) por plantadores de arroz.
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O século de um brasileiro

Neste último domingo fomos ao Ibirapuera e por causa da garoa fina, acabamos entrando no mam – eu que não tinha idéia do que estava rolando por lá, pude ver a exposição da coleção de arte brasileira do Roberto Marinho.
Tem obras dos mais significativos pintores brasileiros, incluindo Di Cavalcanti, Portinari, Guinard, Iberê Camargo, Ismael Nery e muitos mais. O que mais me impressionou foi a quantidade de obras do José Pancetti – parece que Roberto Marinho se encantou com as marinhas pintadas por ele (que são mesmo lindas, como essa aí em cima) e se tornou amigo e mecenas do pintor.
Vale a visita, até 22 de maio.
Ferenc Cakó
Recebi o link de uma apresentação desse artista húngaro há uma semana atrás. É uma apresentação no SICAF (Seoul International Cartoon and Animation Festival), que acontece todos os anos na Coréia. Lembrei-me das lindas pinturas de sumiê e da tensão das pinturas de Pollock (que não usava pincéis). Ferenc Cakó não é pintor. Ele desenha com areia. Controlando a quantidade de areia que atinge a superfície ele consegue criar desenhos incríveis! Apesar do link ser muito pesado, vale a pena ver!
gráfica takano
Demorei a acreditar... mas parece que agora é definitivo. É com muita tristeza que vi a notícia no Estadão, de que a gráfica Takano fechou as portas.
Parceira de muitos trabalhos, impressão de qualidade e confiável nos prazos... não é fácil para nós que perdemos um aliado, mais difícil ainda para quem está do lado de lá...
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