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Movendo à velocidade da vida, estamos destinados a nos colidir um com o outro

No primeiro diálogo do filme, um detetive diz que a colisão física, freqüente em cidades grandes, é causada pela necessidade que temos ao toque de outra pessoa. É assim que Crash começa. Com uma batida de carro. Mais uma vez vemos várias histórias que se cruzam no decorrer do filme. Todas elas baseadas numa realidade de medo e de violência originada pela diversidade étnica e racial que existe nos grandes centros, onde aprendemos a não olhar para quem está ao nosso lado, mas a temê-lo. Mesmo diante da vida que parece cruel, existe um momento crítico onde percebemos o que de fato existe dentro de nós: a bondade, o cuidado e a humanidade. O filme perde no final, quando percebemos que os únicos personagens que não foram abençoados pela possibilidade de se mostrarem humanos, são os coreanos. Preconceito? Política? A cena memorável é a do chaveiro hispânico com sua filha, quando ele a ensina a não ter medo das balas perdidas.
Desenvolvimento sustentável
Durante uma pesquisa para o nosso brinde de natal de alguns anos atrás, conhecemos o IDHEA - Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica. O IDHEA desenvolve ecoprodutos industrialmente para o uso na arquitetura e construção civil. A proposta do instituto é estimular o desenvolvimento sustentável pelo uso e produção de materiais e tecnologias que preservem o nosso meio ambiente. Nós tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho deles e além de muito interessante é muito importante! Alguns ecoprodutos desenvolvidos: ecotintas para alvenaria, argamassas naturais, produtos para proteção de madeira, e vários outros que podem ter diversas utilidades... depende apenas da nossa criatividade!
Novos materiais

Por aqui, temos uma mania de procurar novos materiais, mesmo sem saber muito bem o que fazer com eles! A minha última descoberta, lá na loja Agaivota, foi esses rolos de fita feitos com plástico reciclado! São bem fininhos e resistentes! Ainda não decidi exatamente onde usar... pode ser para fazer pacote, para encapar alguma coisa... muitas idéias!! Outras descobertas do mês: papel couro e espumas finas coloridas.
Mar Adentro

Mais um filme que entrou e saiu de cartaz sem que eu pudesse vê-lo no cinema. Cada vez mais acredito que o dvd fica a desejar. Bom, o filme é maravilhoso! Para quem ainda não sabe, a história é verídica. Javier Bardén está magnífico no papel de Ramón Sampedro, um homem que ficou tetraplégico por 29 anos e tenta, judicialmente, ter o direito à morte. A sensibilidade com que o filme é dirigido nos faz ver a situação pelos olhos de Ramón e avaliar a responsabilidade de ajudá-lo a cometer o suicídio. A sensação de impotência e de incapacidade é tão forte que ele, sem movimentos, não pode nem ao menos concretizar uma vontade própria. A sua liberdade está nos momentos em que viaja através da janela de seu quarto, sem fronteiras e sem limites. São cenas lindas, onde nós mesmos, conseguimos ir além dos limites que temos. Todos os prêmios recebidos são merecidíssimos! É um filme lindíssimo!
O mundo fabuloso das cores

Uma dica importante para quem ainda não sabia. Para fazer a conversão de RGB para CMYK de uma imagem, e manter as cores exatas do original, o bureau deve encaminhar um perfil de conversão, levando em consideração a calibragem da máquina de impressão. Usar o default do photoshop pode alterar as cores e o resultado final. Vivendo, trabalhando e aprendendo....
Do Brasil para o mundo...

Desde o final de outubro, o tropicalismo invadiu o Museu de Arte Contemporânea de Chicago. A exposição Tropicália - Uma Revolução Cultural no Brasil é uma restrospectiva da intensa produção cultural brasileira de 1967 a 1972. Para quem não puder visitar, aguarde o lançamento do catálogo em português, com imagens inesquecíveis!
ps. esse post é para uma amiga muito querida que vive em terras distantes...
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