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26 de Maio na Pinacoteca

Na Pinacoteca do Estado, dia 26 de maio, das 11 às 14h00, será abertura da instalação de Edith Derdyk no octógono e lançamento de seu caderno Desenhos, com projeto gráfico da Fonte.
Apareçam!
Serigrafia na Fonte

Nesse último final de semana, realizamos uma primeira experiência com a impressão de imagens pelo processo serigráfico. Para uma primeira aproximação com essa técnica, os resultados da "oficina" foram bastante interessantes e promissores. Em breve, vamos também experimentar serigrafia sobre tecidos.
Dica para sábado!
Quem estiver afim de ver uma boa exposição, aproveitar o dia ensolarado que deve fazer amanhã e ainda por cima curtir um lugar muito charmoso, vá até a Pinacoteca do Estado de São Paulo, conferir as gravuras de Evandro Carlos Jardim. Eu ainda não fui, mas já me falaram muito bem e deve ser o meu programa.
É a maior exposição já feita desse conceituado gravurista brasileiro! Muito interessante deve ser acompanhar a evolução de algumas gravuras, as quais ele acrescenta ou apaga traços, acompanhando a evolução do objeto desenhado em vários momentos.
Bom, aproveitem porque sábado a Pinacoteca tem entrada livre.
Depois a sugestão é ir até o café, sentar em uma das suas mesinhas externas, e tomar uma boa xícar observando o belo Jardim da Luz, com suas esculturas e paisagismo, e do outro lado a Estação da Luz, que foi restaurada recentemente.
Dá até para esquecer que estamos nessa Sampa poluída...
De 9/7, às 11h, a 28/8.
Pça. da Luz, 2, Luz, tel. 229-9844.
Ter. a dom., 10h/17h30. R$ 4 e R$ 2.
Gratuito aos sábados.
Maria Tomaselli

Mais uma imagem vinda do Museu do Trabalho: dessa vez é uma gravura em metal de Maria Tomaselli, artista nascida na Áustria, no Brasil desde 1965 quando então estudou com Iberê Camargo, Xico Stockinger e Danúbio Gonçalves, entre outros mestres. Tem um forte trabalho, de grande expressão na pintura, na gravura, em objetos e outras manifestações plásticas. Confiram mais sobre sua bela obra em www.mariatomaselli.cjb.net. E ela acaba de montar seu blog...
Saindo do forno!

Acabou de chegar da gráfica as novas edições do Mapa das Artes São Paulo e do Mapa das Artes Rio de Janeiro!! Os guias trazem a programação de arte nessas duas capitais nos meses de julho e agosto. Para quem ainda não sabe, o Mapa das Artes é distribuído gratuitamente em galerias, museus, livrarias, aeroportos, faculdades, etc. Vale a pena ter um à mão!
Mundo dos Quadrinhos

O Senac promove do dia 12 ao dia 16 de julho, o evento Mundo dos Quadrinhos. A programação inclui exposições, palestras, mesa redonda, workshops e a exibição do making of do esperadíssimo filme Sin City, baseado nos quadrinhos de Frank Miller. O evento é gratuito e trará grandes representantes do mundo das HQs.
repetir, aprender, criar, renovar

À esquerda, óleo de Pancetti, 1939, recentemente exposto no MAM. À direita, gravura em metal de Valdir Flores Teixeira, 2005, recentemente realizada no ateliê do Sesc Pompéia. Novamente, a repetição de um tema, para evocar, em linguagens diferentes, a luz, os volumes, uma atmosfera e o mistério dessa figura. Na reinvenção mais recente da imagem (não se poderia resumir o procedimento por cópia ou imitação), além de um aprendizado pelo olhar do artista antecessor, existiria também criação e renovação?
Richard Serra, o escultor

Desde o dia 8 de junho, quem visitar o museu Guggenheim de Bilbao, poderá ver mais uma obra do escultor Richard Serra. A obra A questão do tempo é composta por oito esculturas que foram pensadas, executadas em maquetes, calculadas e finalmente produzidas por uma siderúrgica alemã. O museu já abrigava a escultura Serpente (foto). Segundo o próprio escultor, suas obras devem interagir e intervir no meio em que está inserida. Essa é a arte que procuramos. Aquela que toca nossa alma, sem precisar de legenda. Para conhecer as obras de Richard Serra, deve-se ficar ao lado dela. Nenhuma imagem, nenhuma palavra poderia traduzir o sentimento provocado.
a morte do masp
O texto de Mario Cesar Carvalho, na Folha de SP (Folha Opinião, segunda-feira, 13/06) é muito sugestivo de como as artes são tratadas no Brasil.... infelizmente!
"O Masp (Museu de Arte de São Paulo) não recebeu nem um centavo de doadores privados neste ano. Talvez por isso sejam reveladoras as fotos em que Julio Neves, o presidente do museu, aparece sorrindo na inauguração da Daslu, cujo prédio foi projetado pelo arquiteto. (....)"
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Feira de álbuns, livros de artista e livros ilustrados

Começa no dia 11 de junho, das 15h às 19h, a feira de álbuns, livros de artista e livros ilustrados, apresentando produções coletivas e individuais de artistas talentosíssimos. A feira acontece na Graphias Casa da Gravura, rua Joaquim Távora 1605, Vila Mariana, do dia 13 ao dia 30 de junho. O horário de funcionamento é quinta e sexta-feira das 13.30h às 19.00h, sábado das 13.30h às 17.00h. Para quem gosta de arte, vale a pena conferir!
o Circo

Acima, mais uma litografia recebida do Museu do Trabalho. Dessa vez é Paulo Chimendes, artista gaúcho que iniciou-se artisticamente no Ateliê Livre, espaço para o aprendizado das artes, mantido pela prefeitura de Porto Alegre desde 1961 – uma experiência que certamente ajuda a caracterizar PoA como um forte núcleo produtor de arte brasileira.
Repetir para aprender, criar para renovar


Sobre o desenho, há muito ouço essa máxima. Redescobri seu sentido lendo Mário Faustino, um dos nossos grandes poetas que estampava essa idéia, trazida de Ezra Pound, nas páginas do suplemento literário do Jornal do Brasil, em fins da década de 50. Seu conceito de arte e poesia apoiava-se no conhecimento dos clássicos, da tradição como transmissão de uma energia vital, do aprendizado laborioso e do diálogo atemporal, ou seja, a troca de idéias e valores entre artistas contemporâneos ou de diferentes épocas.
Recebi hoje de uma amiga essas imagens de Millet e Van Gogh, retiradas do catálogo de uma bela exposição sobre os dois artistas, que aconteceu no Museu D'Orsay, em 98. Ali se mostrou como Van Gogh apreendeu os ensinamentos de Millet e levou-os adiante, à sua maneira.
Não vejo caminho para uma vida criativa senão esse de entender bem o mundo pelo caminhar dos outros, que nos antecederam e que nos acompanham.
O século de um brasileiro

Neste último domingo fomos ao Ibirapuera e por causa da garoa fina, acabamos entrando no mam – eu que não tinha idéia do que estava rolando por lá, pude ver a exposição da coleção de arte brasileira do Roberto Marinho.
Tem obras dos mais significativos pintores brasileiros, incluindo Di Cavalcanti, Portinari, Guinard, Iberê Camargo, Ismael Nery e muitos mais. O que mais me impressionou foi a quantidade de obras do José Pancetti – parece que Roberto Marinho se encantou com as marinhas pintadas por ele (que são mesmo lindas, como essa aí em cima) e se tornou amigo e mecenas do pintor.
Vale a visita, até 22 de maio.
Ferenc Cakó
Recebi o link de uma apresentação desse artista húngaro há uma semana atrás. É uma apresentação no SICAF (Seoul International Cartoon and Animation Festival), que acontece todos os anos na Coréia. Lembrei-me das lindas pinturas de sumiê e da tensão das pinturas de Pollock (que não usava pincéis). Ferenc Cakó não é pintor. Ele desenha com areia. Controlando a quantidade de areia que atinge a superfície ele consegue criar desenhos incríveis! Apesar do link ser muito pesado, vale a pena ver!
Danúbio

Que olhar, o dessa moça! Linha, mancha e cor em atividades telúricas, quase vulcânicas. É a energia de Danúbio Gonçalves, artista gaúcho cuja vida se confunde com a história da moderna gravura brasileira.
Essa é a primeira imagem, uma bela serigrafia a 5 cores, que recebemos do consórcio de gravuras do Museu do Trabalho, uma entidade originada a partir da preservação e recuperação da Usina do Gasômetro, às margens do Guaíba, em Porto Alegre. O Museu, que originalmente abrigava um acervo de máquinas, instrumentos, filmes, fotos e documentos referentes ao trabalho, passou a ter também, em meados da década de 80, um pequeno teatro e um ateliê de gravuras, que ajudam a mantê-lo. Na implantação do ateliê teve participação o próprio Danúbio, um mestre gravador que ainda hoje, aos 80 anos, nos dá mostras da sua plena atividade.
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