01.12.2005

BR3

O Teatro da Vertigem seleciona o local de suas apresentações como se escolhe um ator. E assim, o seu palco pode interagir e levar o espectador a um universo inesperado. As peças da Trilogia Bíblica seguiram esse conceito. Assiti a O Paraíso Perdido numa igreja anglicana e O Livro de Jó, em um hospital desativado. Apocalipse 1,11 foi encenado num presídio. Para sua nova apresentação, BR3, o cenário escolhido foi mais ousado: o leito e as margens do rio Tietê. Além de exigir uma performance ainda mais elaborada de seus atores, uma peça no rio Tietê exige um público com estômago forte o suficiente para suportar a trajetória de 9km, dentro de uma balsa no rio mais poluído de São Paulo. E a intenção é justamente essa. Lendo o texto de Armando Antenore, na BravoOnline, pude imaginar todas as reações que esse personagem tão atípico traria para mim.
Diferentemente da Trilogia Bíblica, BR3, discute o Brasil, suas raízes e seu interior. A história foi concebida após pesquisas do grupo por Brasiléia, Brasília e Brasilândia. Apresenta para o espectador uma viagem que vai além das margens do rio Tietê. Mais uma vez, o Teatro da Vertigem, extrapola os limites do palco e do teatro convencional

02.09.2005

Segredo

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Li certa vez em algum caderno de cultura uma citação do Paulo Autran afirmando que todos têm seu dia inteligente, desligam a TV e vão ao teatro. Dia desses resolvi seguir o sábio conselho do ator e tomei o rumo da Maria Antonia para assistir à peça encenada atualmente pelo Grupo TUSP.

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08.07.2005

Lunar Sea, Momix, 2005

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O Momix comemora 25 anos com o espetáculo Lunar Sea. A companhia americana de dança, criada por Moses Pendleton, é composta por bailarinos-acrobatas-ilusionistas que sempre apresentam um show de flexibilidade e ousadia.
O nome Lunar Sea surgiu em 1610, quando Galileu sugeriu que as crateras da lua poderiam ser mares. Pendleton utilizou essa idéia para elaborar uma coreografia da dança na lua e no mar, onde a gravidade não restringe nenhum movimento.
Na tela, que separa o palco da platéia, são projetadas imagens que nos levam ao mundo do sonho, da surrealidade. A iluminação tem papel fundamental e com figurino, conseguem expor e esconder, criando a magia do visível e do invisível. Muitas das cenas de Lunar Sea são feitas por duplas de bailarinos, só que alguns totalmente invisíveis no fundo preto do cenário. Um verdadeiro show de imagens mágicas, com bailarinos que andam, flutuam, nadam no vazio, que se unem, se afastam sem tocar o chão, que criam e se desfazem em formas inesperadas. Durante o espetáculo, nos envolvemos com o mundo ilusionário criado, já não sabemos o que vemos e o que não vemos. Nos encantamos profundamente nos 85minutos de sonho que nos são oferecidos. Quando a cortina sobe e os bailarinos apresentam curtos movimentos com trajes simples de dança, descobrimos que o que acreditamos que fosse ilusão, pode ter sido realidade.
A platéia inteira, de pé, agradece aplaudindo, por esse momento único!