BR3
O Teatro da Vertigem seleciona o local de suas apresentações como se escolhe um ator. E assim, o seu palco pode interagir e levar o espectador a um universo inesperado. As peças da Trilogia Bíblica seguiram esse conceito. Assiti a O Paraíso Perdido numa igreja anglicana e O Livro de Jó, em um hospital desativado. Apocalipse 1,11 foi encenado num presídio. Para sua nova apresentação, BR3, o cenário escolhido foi mais ousado: o leito e as margens do rio Tietê. Além de exigir uma performance ainda mais elaborada de seus atores, uma peça no rio Tietê exige um público com estômago forte o suficiente para suportar a trajetória de 9km, dentro de uma balsa no rio mais poluído de São Paulo. E a intenção é justamente essa. Lendo o texto de Armando Antenore, na BravoOnline, pude imaginar todas as reações que esse personagem tão atípico traria para mim.
Diferentemente da Trilogia Bíblica, BR3, discute o Brasil, suas raízes e seu interior. A história foi concebida após pesquisas do grupo por Brasiléia, Brasília e Brasilândia. Apresenta para o espectador uma viagem que vai além das margens do rio Tietê. Mais uma vez, o Teatro da Vertigem, extrapola os limites do palco e do teatro convencional


